Para que possam apreciar da melhor forma possível o meu desabafo sobre o VMB 2008, caros hipocondríacos, é necessário saber como estava meu estado de espírito na noite de ontem: dia de trabalho monótono, festa onde eu era a pessoa mais velha (fora o tio gordo responsável pelo churrasco) e a coisa mais legal que houve foi ver uma amiga bêbada pela primeira vez (percebam meu humor melhorando), programação terrível na televisão (incluindo debate municipal ridículo, Terminal com Tom Hanks pela milésima vez e debate dos vices americanos com a péssima tradução do Band News) e, para melhorar, eu não tinha almoçado ainda (e já eram 10 horas da noite). Poderia ser pior? Claro que sim.
Diferente da MTV americana, que deixou a qualidade nos anos 90 e nunca mais encontrou, a MTV Brasil ainda tenta se equilibrar entre agradar os velhos telespectadores e a nova safra, momento em que a programação fica intragável para qualquer pessoa com mais de quinze anos e/ou gosto musical. O VMB 2008, apresentado ontem, só confirmou esta regra e, o que é pior, os momentos ruins superaram em muito os bons.
Ark é um curta em 3D dos melhores que se tem notícia, produzido pelo estúdio polonês Platige Image, a animação conta a história do que seria um novo recomeço, aos moldes da arca de Noé, porém, a alusão ao dilúvio é feita através de um vírus desconhecido que extinguiu com grande parte da raça humana.
O curta recebeu inúmeros prêmios e indicações, figurando inclusive no Festival de Cannes. As técnicas de aniamção usadas em Ark são soberbas, o personagem principal por exemplo, foi feito à mão, para então ser digitalizado. O curta tem 7m32s, dos quais valem cada milésimo, até o final surpreendente.
Postado por: Luiz Jeronimo | 2 de October de 2008 | 23:40
Aos longo dos últimos vinte anos, os japoneses têm demonstrado um interesse ainda maior pela cultura ocidental, tanto que, para divulgação de muitos de seus produtos, estrelas de Hollywood e músicos do mainstream foram contratados para ilustrarem algumas de suas criações publicitárias.
Por exemplo, o governator, enquanto garoto-propaganda para um suplemento vitamínico, Michael J. Fox no auge de sua carreira, propagandeando para uma marca de refrigerantes (ou seriam chás?), Michael Jackson falando que sua mensagem é de amor para divulgação de uma Suzuki (?) e Hulk Hogan pagando o maior mico em um comercial para ar condicionado. Mais embaraçoso, impossível.
Postado por: Luiz Jeronimo | 1 de October de 2008 | 23:05
Não obstante a pirataria, a indústria pornográfica movimenta mais dinheiro que a da música. Pensando nisso, Jens Hoffmann dedicou algum tempo de suas pesquisas a esse universo simultaneamente interessante e famigerado. No documentário O Dia a Dia do Pornô, Jens mostra de forma surpreendente o lado comum e rotineiro de estrelas da pornografia, tais como Belladona, Sacha Grey e Katja Kassin.
Não recomendado para conservadores, o longa retrata com precisão, o expediente de atores e atrizes do gênero, alternando com cenas do cotidiano, por vezes inusitadas. Em relação aos momentos que focam as atuações, os mais pudicos podem ficar chocados. A reação das pessoas é das mais variadas, em Montreal por exemplo, o documentário foi ovacionado pelas mulheres.
Os dados do cinema pornô são impressionantes, só nos Estados Unidos, são lançados 30.000 títulos por ano, arrecadando algo em torno de US$ 12,7 bilhões. Para o diretor de O Dia a Dia do Pornô, à medida em que o filme evoluia, uma série de preconceitos foram quebrados. O filme tem sido exibido em mostras ao redor do globo e poderá ser visto à partir desse sábado no Rio de Janeiro.
Estrelar um filme pornô pode ser o sonho de muitos, enquanto barreiras e tabus são quebrados, o status no círculo soa entre os mais proveitosos. Linda Lovelace, Silvia Saint, Jenna Jameson e Sacha Grey, a atriz mais popular e bem paga da atualidade que o digam.
Postado por: Luiz Jeronimo | 30 de September de 2008 | 19:58
Há pouco tempo, publicamos um preview do tema do novo 007, cantado por Jack White e Alicia Keys, que o youtube retirou do ar por (ordem) pedido da Sony.
Agora, foi lançado o clipe da música, que você pode conferir aqui.
Alguém, por favor, comente sobre o clipe, seus aspectos visuais, fotografia, qualidade da música, ou qualquer outra coisa. Eu só vi a Alicia Keys alí (dizem alguns, inclusive, que Jack White está nesse clipe, vejam só).
Postado por: Luiz Felipe Neto | 30 de September de 2008 | 19:47
Olli Pekka Jauhiainen é Finlandês, seu portfólio reúne um conglomerado de belas ilustrações, muitas delas inspiradas em sua especialização enquanto estudante, mídias digitais.
Postado por: Luiz Jeronimo | 30 de September de 2008 | 19:02
Parte da reformulação editorial da Panini Comics quanto à DC foi para acomodar os inúmeros especiais que a editora americana preparou para aguardar a tão alardeada Crise Final, dentre eles Contagem Regressiva, que já ganhou uma matéria nada elogiosa aqui no Quadrinhópolis. Contagem, aliás, tem a grande habilidade de ficar ainda pior a cada mês. Mal tenho coragem de imaginar como será seu último número.
Ao mesmo tempo, temos a nova mensal Prelúdio para a Crise Final, que irá reunir algumas mini-séries que, graças a algum deus dos quadrinhos, mantém com Contagem um leve parentesco, inicialmente. As duas primeiras minis, Adão Negro e Os Quatro Cavaleiros, são continuação direta dos últimos eventos da série 52 (empreitada semanal muito mais feliz da DC Comics) e inauguram o título brasileiro com um clima bem pesado.
Adão Negro, história sobre o vilão homônimo que é a nova vedete da editora, consegue a façanha de humanizar o personagem sem torná-lo enfadonho (problema de 9 entre 10 roteiros que seguem essa linha), e chega a fazer o público se afeiçoar a ele, em especial à sua fixação, algo comparável a Lex Luthor: Homem de Aço, de Brian Azarello. Além disso, a arte suja de Doug Mankhe cai como uma luva para essa história bem violenta.
Quatro Cavaleiros já se foca no retorno dos vilões que mataram a família de Adão e seu confronto com a Trindade da DC Comics (Batman, Superman e Mulher-Maravilha). Longe de ser um grande clássico, é uma história padrão de super-heróis. Mas, de tão difícil de vermos histórias minimamente regulares no mar de más idéias que encontramos atualmente, e pelo roteiro bem montado (não há nada fora do lugar e todos os personagens estão bem caracterizados), é uma história que vale o dinheiro investido. Os desenhos de Pat Olliffe completam a atmosfera de bom filme de ação.
Vale também mencionar a reaparição de um velho membro da Liga da Justiça e que vai fazer a alegria dos leitores mais nostálgicos.
Postado por: Luiz Felipe Neto | 28 de September de 2008 | 23:20
Que atire a primeira pedra quem tiver coragem de duvidar da genialidade de Hideo Kojima. Pai de uma das mais consagradas franquias dos games, Metal Gear Solid. O designer, que já foi vice-presidente da Konami, e hoje lidera uma equipe competente em sua própria produtora, a Kojima Productions.
Eu sou um fissurado pela série Metal Gear, a profundiade de seus temas, a obscuridade de seus persoangens, tudo isso (e mais um pouco, obviamente) o torna, em minha humilde opinião, como o melhor game existente. E quando muita gente achava que Hideo Kojima parecia ter gasto todas as suas idéias em Metal Gear Solid 4, ele surpreende comentando a respeito de uma continuação.
De acordo com o designer, Metal Gear Solid 5 já possui três idéias-conceito. As quais, por razões óbvias, não foram detalhadas. Em paralelo, Kojima está trabalhando em um novo projeto e diz ainda que é algo de difícil explicação. Levando em consideração seu histórico, difícil mesmo é duvidar de que algo que não seja minimante inovador, não faria parte de seu repertório.
Em tempo, este é o milésimo post do Tarja Preta, eu gostaria muito que fosse o post de estréia da nova versão, mas como ela ainda não está 100%, não chegou sua hora. Mas adianto, vocês não perdem por esperar. E tenho dito.
Postado por: Luiz Jeronimo | 26 de September de 2008 | 18:51
Johnny Depp, tal qual Tim Burton, diretor de prolíficas parcerias, sempre foi coisa para poucos. Enquanto alguns eram seus fãs de longa data, por causa de filmes como Edward Mãos-de-Tesoura, Ed Wood e Gilbert Grape, havia aqueles que simplesmente detestavam seu gosto pelos papéis bizarros e outros tantos nem o conheciam. Isto até que a Disney tivesse a audácia de produzir o melhor filme pipoca (ei, é produzido pelo Jerry Burckheimer, é claro que é entretenimento puro) que já assisti e Depp levasse seu talento dramático E personagens bizarros ao patamar de produto popular.
E, falando no estúdio do camundongo, ontem foram anunciados três novos filmes da Disney com Depp. Sim, três, real overdose. Uma continuação de Piratas do Caribe (porque dinheiro é bom e todo mundo gosta), a confirmação de que ele fará o Chapeleiro Louco na adaptação do clássico Alice no País das Maravilhas (o meu preferido) de Tim Burton (que, esperemos, entenderá que aquele livro é realmente macabro) e a revelação de que ele será o índio Tonto no filme do Cavaleiro Solitário (aquele seu pai chama de Zorro e tem um cavalo chamado Silver).
Tantos filmes anunciados marcam a tentativa da empresa em se firmar mais jovem e mais cult (talvez para balancear High School Musical?) através da imagem do ator e acabam por jogar uma sombra na possibilidade de que este venha a interpretar o vilão do próximo Batman.
Pelo que se pode esperar dos envolvidos, serão bons filmes de férias e será muito fácil convencer a namorada a ir ao cinema (foi só dizer Johnny Depp que eu ganhei companhia pra trilogia inteira de Piratas).
Postado por: Luiz Felipe Neto | 25 de September de 2008 | 07:52
Em comemoração aos seus dez anos de existência, o Google disponibilizou um site com uma linha do tempo completa, repleta de detalhes e curiosidades da companhia. Logo em sua página inicial, algumas perguntas aparecem aleatoriamente e quando clicadas, remetem às mais improváveis respostas.
Há controvérsias em relação aos aniversários da empresa, uma vez que muitos afirmam que o Google tem mais de 10 anos. De qualquer forma, vale a dica, pois o site é simplesmente genial, como não poderia deixar de ser.
Postado por: Luiz Jeronimo | 24 de September de 2008 | 19:16